Um novo ponto de encontro

A Renata Cardozo agora comanda mais uma unidade do Santo Grão, no edifício UNE. Formada em Hotelaria, ela começou como hostess na unidade Oscar Freire há pouco mais de 13 anos. “Eu fazia um extra, mas era quase fixo. Fiquei de 2006 até 2008 e depois fui morar fora por um tempo. Fiquei 1 ano na Austrália estudando e quando voltei eu estava em um dilema sobre o que fazer da minha vida”.

Ela conta que gostava muito da sensação de estar e trabalhar no Santo Grão. E enxergou isso como uma possibilidade. “Pensei em falar para o Marco que eu queria voltar a trabalhar aqui e, quando tivesse uma oportunidade, eu queria ter o meu o meu próprio Santo Grão”.

Mesmo sem saber se o Marco se lembraria dela, a Renata resolver ligar. “Eu só havia tido uma conversa com ele e ainda fiquei 1 ano fora, mas quando eu liguei ele se lembrou. Marcamos um dia e eu fui na Oscar para conversarmos. Ele me falou que já tinha um projeto e um ponto, mas precisava de um gerente e de um investimento”.

A Rê conta que pegou um empréstimo e embarcou no projeto. “Eu estava com 25 anos quando abrimos o Higienópolis e não tinha nenhuma    experiência   como gerente. Eu já havia trabalhado em eventos, restaurantes, hotel… Mas não gerenciando um negócio. E, de repente, eu tinha ali 20 pessoas na equipe, e algumas mais velhas do que eu. Lembro que pensava em como eles iriam me respeitar. Fui me moldando muito ao longo desses anos, porque antes eu achava que precisava me impor pra ser respeitada. Hoje eu vejo que não é necessário”.

Depois de mais ou menos 3 anos comandando o Higienópolis, ela teve uma nova conversa com o Marco sobre uma boa oportunidade para abrir um novo Santo Grão, dessa vez no Shopping Cidade Jardim. “Quando as coisas deram uma acalmada no Higienópolis, veio essa proposta e eu abracei na hora! Foi um novo desafio”.

A Renata é a primeira da esquerda para a direita.

Tudo estava dando certo e a Rê ficou com as duas lojas por 4 anos, até que em agosto de 2018 ela recebeu a notícia que teria que fechar a unidade Higienópolis. “O dono da Livraria [onde existia o Santo Grão] me procurou para falar que a loja ia diminuir e teríamos que fechar o Santo Grão até o fim do ano. Foi um choque muito grande e era ruim não poder contar pra equipe. Tive que esperar um mês porque os funcionários da livraria ainda ainda não sabiam”.

O Higienópolis fechou no dia 2 de janeiro de 2019 e Rê conta que foi nesse momento que a ficha caiu. “Aí foi o meu luto. Entendi que foi o fim de um ciclo e eu comecei a repensar toda a minha vida. O Cidade Jardim não estava indo bem, eu já não tinha muito prazer de estar lá, estava um caos. Eu estava bem cansada, pensei seriamente se eu continuaria ou não com o negócio. E foi aí que eu decidi tirar férias. Não era a melhor hora, mas eu precisava. Acabou sendo a melhor coisa que eu fiz”.

E foi no meio das férias que surgiu a oportunidade de abrir o Santo Grão UNE. “No meio da viagem, eu tive que decidir se eu queria ou não. Eu estava zero stress, tinha me desconectado mesmo, repensando a vida e tendo várias ideias. Era uma oportunidade boa e que eu tinha que dar a resposta o mais rápido possível. Aí eu aceitei”.

Ela conta que o processo tem sido bem diferente. “Está tudo indo muito bem. Até pensei que estava tranquilo demais, é até estranho, parece que eu estou esquecendo alguma coisa. Só fui ter problemas nessas últimas duas semanas. Mas eu estou muito confiante. O espaço que vamos criar aqui vai ser de integração e de refúgio. Estou com a cabeça muito aberta pra esse novo negócio”.

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